terça-feira, 19 de janeiro de 2010

O "desalento democrático"

Hoje "passei-me".
É que começaram a colocar a cobertura naquela enorme estrutura. E enviei uma mensagem, ao Senhor Presidente da Câmara, em que o desalento começa substituir-se à esperança.
Não estou à espera que goste.Deixei de me preocupar com isso. Dizia o seguinte :


Exmº Senhor Presidente

Aproveito a hora do almoço, pois em horário laboral - vim a saber - as queixas não têm credibilidade.
Provavelmente nem vai ler este meu desabafo, mas só quero dizer que considero desconcertante a sua actuação neste caso. Os valores que contam, afinal, não são os da cidadania em que, estupidamente, acreditei.
Confiei em si e decepcionou-me. Pensava eu que um Presidente tinha mais poder que um ex-Presidente que, ainda por cima foi destituído por teimar nas ilegalidades. O Prof. Seara é um homem de leis e, em consciência, sabe que tenho o direito de me indignar com uma situação que envergonha a Câmara..
Digo-lhe que ainda não "desarmei" completamente mas se todo o sistema político pactuar com os "subterrâneos do poder", acho que, por descrédito, eu que votei sempre, perdi a vontade de voltar a fazê-lo.
Cordialmente,

Fernando Andrade

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Tudo gente séria

O mistério destas coisas não é nenhum. Trata-se apenas de juntar dois mais dois.
O problema é que as coisas não podem ser ditas ou se o são cai o Carmo e a Trindade, por injúria, por difamação, por desonra de respeitáveis figuras. Figuras que têm uma imagem pública a defender e que são muito mais credíveis que um anónimo cidadão comum que, ainda por cima, é acusado de querer protagonismo nesta história nauseabunda. Quem me dera nunca ter tido a necessidade de me expor. Se o fiz, foi porque se calou quem tinha o dever de actuar. O preço desse silêncio não foi disfarçado. Mas não serve de prova. O mundo real é este. O outro, aquele que nos querem vender, é só a fingir. Publicidade enganosa. Venham falar-me de seriedade, de firmeza, de rumo certo, que me farão soltar uma gargalhada de mágoa.

“Vós que lá do alto império
Prometeis um mundo novo,
Calai-vos que pode o povo
Querer um mundo novo a sério.”

(António Aleixo)

sábado, 16 de janeiro de 2010

O pior cego...

Nesta Sexta Feira, foi a vez do Jornal de Sintra , aquele que, em Fevereiro de 2008, foi o veículo do artigo de opinião, que provocou um volte-face numa actuação suis generis de um senhor habituado a ditar as suas próprias regras. Sentiu-se humilhado e ofendido.
Então, processa o autor do texto, processa o director do Jornal e... se mais gente houvera...
Desta vez, porém, a vergonha pública já não o assusta e o sentimento de impunidade vai ganhando uma dimensão proporcional à cegueira de quem não quer ver ...a monstruosidade.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Insiste...insiste

Hoje foi o Público, na sua página 26, que abordou o assunto. Não sei o que se passa, mas está-me a parecer que a exposição pública já não incomoda, pois a obra continua como se tudo estivesse “em conformidade”.
Não sei se é paranóia minha, mas acho que o me querem dizer é que me reduza à minha insignificância. Se for isso o que me querem dizer, ainda não vai ser para já que os satisfaço.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Agora, vamos ver o que dá

Não me dá qualquer gozo hostilizar quem quer que seja. Nem sou pessoa que goste de andar metido em intrigas, a apontar o dedo a este ou àquele que não procedeu bem , pois sei que, como toda a gente, eu também tenho as minhas falhas merecedoras do reparo de outros.
Mas o que se passa aqui é que, o “circuito fechado” não foi suficiente para que me fossem dados os esclarecimentos que pedi a quem de direito e sobre um tema que me era altamente prejudicial e que já tinha sido reconhecido pela edilidade, como lesivo para o interesse público.
Vem, então o “circuito aberto”, procurar as respostas. A força dos média imporá o respeito que foi negado a um simples cidadão. Bate forte. Agita. Cria dilemas.
“- O que é que aquele gajo anda a fazer!?!?” – dizem alguns, incomodados com o que hoje veio a lume na página 20 do Diário de Notícias. Outros virão a seguir e as águas irão agitar-se.
Falei. Não o que me deu na gana, mas o que vi . Denunciei. Não uma questão de lana caprina, mas uma violação flagrante dos regulamentos e o desrespeito pelos moradores de uma rua. E esses moradores têm uma única casa que é aquela que habitam. Permanentemente.
Os regulamentos contemplam esses direitos. Podemos ficar calados quando assistimos a um “licenciamento” que procura encapotar aquilo que na realidade não é licenciável (ou, sendo, apenas metade)? Quem é que poderia ter pensado que ninguém repararia nisso?
Há-de haver quem se sinta ofendido pelas notícias; pela exposição pública. Pena que não tenham tido o mesmo sentimento quando surgiram os factos que geraram essas mesmas notícias.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Tudo em "conformidade"


Hoje

Ninguém está aqui a dizer mal de ninguém.
Estamos só a …ver e a pensar como é que estas coisas podem acontecer.
Ora vejamos:

Obra licenciada :

Classificação do terreno, segundo o PDM : SOLO URBANO.
Cércea : 6,5m;
Afastamento da extrema : 5m

Obra “Correspondente”:

Utilização da construção : FINS INDUSTRIAIS;
Cércea : 12,00m
Afastamento da extrema : 2,5m

Alguém acreditará que estamos a falar da mesma Obra? Claro que não!
E é por ninguém acreditar que isto é possível e que não me dão ouvidos.
Mas, nem que o meu papel seja o do cão que vai ladrando à caravana, vou fazendo chegar a informação até onde puder.
Ah… e recebi ontem a notificação do Tribunal para ir a julgamento no dia 24 de Março, às 14h, porque, nos meus escritos, fui “injurioso” ao falar num hipotético "intocavel fora da Lei!"
...e eu que estava enganado !!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Mexer para nada

Caros visitantes, reparem nesta foto : existe uma descontinuidade na linha superior, enquanto vão acertando a cércea. Se conseguirem notar algum desalinhamento, a diferença corresponde ao que foi "corrigido" após o licenciamento da obra!
Com toda a certeza há quem esteja a brincar com o pagode, pois desmontar toda a estrutura, para encurtar em dois palmos os pilares, é... o quê?
Depois lá está: "atrapalho quem quer investir".
Podem crer que não me vou calar !