sábado, 16 de janeiro de 2010

O pior cego...

Nesta Sexta Feira, foi a vez do Jornal de Sintra , aquele que, em Fevereiro de 2008, foi o veículo do artigo de opinião, que provocou um volte-face numa actuação suis generis de um senhor habituado a ditar as suas próprias regras. Sentiu-se humilhado e ofendido.
Então, processa o autor do texto, processa o director do Jornal e... se mais gente houvera...
Desta vez, porém, a vergonha pública já não o assusta e o sentimento de impunidade vai ganhando uma dimensão proporcional à cegueira de quem não quer ver ...a monstruosidade.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Insiste...insiste

Hoje foi o Público, na sua página 26, que abordou o assunto. Não sei o que se passa, mas está-me a parecer que a exposição pública já não incomoda, pois a obra continua como se tudo estivesse “em conformidade”.
Não sei se é paranóia minha, mas acho que o me querem dizer é que me reduza à minha insignificância. Se for isso o que me querem dizer, ainda não vai ser para já que os satisfaço.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Agora, vamos ver o que dá

Não me dá qualquer gozo hostilizar quem quer que seja. Nem sou pessoa que goste de andar metido em intrigas, a apontar o dedo a este ou àquele que não procedeu bem , pois sei que, como toda a gente, eu também tenho as minhas falhas merecedoras do reparo de outros.
Mas o que se passa aqui é que, o “circuito fechado” não foi suficiente para que me fossem dados os esclarecimentos que pedi a quem de direito e sobre um tema que me era altamente prejudicial e que já tinha sido reconhecido pela edilidade, como lesivo para o interesse público.
Vem, então o “circuito aberto”, procurar as respostas. A força dos média imporá o respeito que foi negado a um simples cidadão. Bate forte. Agita. Cria dilemas.
“- O que é que aquele gajo anda a fazer!?!?” – dizem alguns, incomodados com o que hoje veio a lume na página 20 do Diário de Notícias. Outros virão a seguir e as águas irão agitar-se.
Falei. Não o que me deu na gana, mas o que vi . Denunciei. Não uma questão de lana caprina, mas uma violação flagrante dos regulamentos e o desrespeito pelos moradores de uma rua. E esses moradores têm uma única casa que é aquela que habitam. Permanentemente.
Os regulamentos contemplam esses direitos. Podemos ficar calados quando assistimos a um “licenciamento” que procura encapotar aquilo que na realidade não é licenciável (ou, sendo, apenas metade)? Quem é que poderia ter pensado que ninguém repararia nisso?
Há-de haver quem se sinta ofendido pelas notícias; pela exposição pública. Pena que não tenham tido o mesmo sentimento quando surgiram os factos que geraram essas mesmas notícias.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Tudo em "conformidade"


Hoje

Ninguém está aqui a dizer mal de ninguém.
Estamos só a …ver e a pensar como é que estas coisas podem acontecer.
Ora vejamos:

Obra licenciada :

Classificação do terreno, segundo o PDM : SOLO URBANO.
Cércea : 6,5m;
Afastamento da extrema : 5m

Obra “Correspondente”:

Utilização da construção : FINS INDUSTRIAIS;
Cércea : 12,00m
Afastamento da extrema : 2,5m

Alguém acreditará que estamos a falar da mesma Obra? Claro que não!
E é por ninguém acreditar que isto é possível e que não me dão ouvidos.
Mas, nem que o meu papel seja o do cão que vai ladrando à caravana, vou fazendo chegar a informação até onde puder.
Ah… e recebi ontem a notificação do Tribunal para ir a julgamento no dia 24 de Março, às 14h, porque, nos meus escritos, fui “injurioso” ao falar num hipotético "intocavel fora da Lei!"
...e eu que estava enganado !!!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Mexer para nada

Caros visitantes, reparem nesta foto : existe uma descontinuidade na linha superior, enquanto vão acertando a cércea. Se conseguirem notar algum desalinhamento, a diferença corresponde ao que foi "corrigido" após o licenciamento da obra!
Com toda a certeza há quem esteja a brincar com o pagode, pois desmontar toda a estrutura, para encurtar em dois palmos os pilares, é... o quê?
Depois lá está: "atrapalho quem quer investir".
Podem crer que não me vou calar !

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

5 palmos de grave prejuizo para o interesse público

Foto de 23.12.2009 : Em cima e à direita : a nova altura da construção ; ao fundo, a anterior !
Os regulamentos dizem que a cércea não pode ser maior que a distância da base ao eixo da via ?
Não sei é se isto se aplica no caso em apreço.

Duas cartas ao Sr. Presidente da Câmara:
1ª -10.DEZ.

Assunto : OBRAS DA GALUCHO EM S. JOÃO DAS LAMPAS

Lamento vir junto de V. Exª com desagradáveis motivos, mas, mesmo assim, não posso deixar de o fazer.
Muito provavelmente, não virei a ter qualquer resposta (como aconteceu da 1ª vez que lhe apresentei o assunto, em Fevereiro de 2008), mas indo directamente ao assunto, venho apenas solicitar a V. Exª um breve esclarecimento sobre a obra de ampliação da Galucho em S. João das Lampas.

Quando foi interposta providência cautelar face ao embargo que essa digna Câmara efectuou à empresa, foi respondido pela Câmara que :

“O projecto apresentado não é passível de vir a ser aprovado, porque:

-Está implantado em terreno classificado pelo PDM como urbano e não industrial;
-A altura máxima que o PDM prevê para o local é de 6,5m;

Por isso

NÃO OBSTANTE A PENDÊNCIA DA PROVIDÊNCIA CAUTELAR, PROSSIGA-SE COM O EMBARGO.”

Tornei pública esta feliz decisão, concluindo que

“Embora continue a pensar que se “deixou ir longe de mais” uma obra tão polémica, aplaudo esta decisão da Câmara, esperando, agora, que haja firmeza em fazê-la respeitar.”

Vejo agora que os trabalhos recomeçaram e que o Senhor Administrador da Galucho tem dito que a obra já se encontra licenciada (!).

Em face do que antecede, eis a questão:

-Existe licenciamento? Se sim, o que fez a Câmara alterar a sua posição?

Não é minha intenção procurar as respostas noutras instâncias, mas fá-lo-ei enquanto não as obtiver e for vendo a obra a crescer.

Tal como da primeira vez, também agora não cometerei a indelicadeza de “abrir” esta carta antes que V. Exª se possa pronunciar sobre ela.

Mas não quero acreditar que este caso seja mais um a somar aos indicadores, cada vez mais abundantes, da ingovernabilidade do País.

Peço desculpa pelo tom utilizado, mas V. Exª compreenderá que a cordialidade deixa de ser prioritária, quando nos sentimos injustiçados com o funcionamento das instituições.

Aguardando uma resposta breve, apresento a V. Exª os meus respeitosos cumprimentos.


Atenciosamente,
Fernando Andrade

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2ª - Hoje, 23.12 :

Exmº Senhor Presidente

Na ausência de resposta ao meu e-mail de 10 de Dezembro, continua a ser de estranhar a não ser afixação para o exterior, qualquer placa avisadora do licenciamento da tão polémica obra da Galucho.

Certamente que se verificou alguma alteração aos critérios da Câmara segundo os quais, há um ano atrás, resultaria “grave prejuízo para o interesse público” se fosse aprovada a construção.

Certamente, foi condição sine qua non um redimensionamento da estrutura, cedendo a edilidade, nas outras questões que também se opunham à aprovação da obra.

A falta de esclarecimento a quem colocou dúvidas no local certo (usando de um direito de cidadania) presta-se a especulações. Aguardei, serenamente, pelos esclarecimentos e até aceito que não tenham que me ser dados. Mas, usando do mesmo direito de cidadania, procurarei as respostas junto de quem seja capaz de mas dar, mesmo correndo o risco de ser incómodo.

O que parece estar a ser feito é um encurtamento claramente insuficiente dos pilares, conforme mostro na foto anexa, e que não deixam de ser motivo para a continuação da contestação dos trabalhos.

Não se pode admitir que se uma obra não cumpre as regras, se alterem as regras e não a obra. E faço-o não só em defesa dos interesses dos moradores da minha rua, mas também pelo “interesse público” e pela defesa do bom nome de uma Câmara que se deve fazer respeitar e para quem os munícipes estão em pé de igualdade.

Com os meus respeitosos cumprimentos ( e votos de Festas Felizes)

Fernando Andrade

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A Placa Invisível

Consta que existe um licenciamento para a obra. Mandam as regras que esse licenciamento, conste numa placa avisadora colocada no local (ainda que não seja de dimensões proporcionais), visível do exterior, que refira o número do Processo, data do início e fim previsto, técnico responsável.
Ora, concerteza que está a ser cumprida a Lei (já me chega de, sequer, insinuar o contrário) mas… ou eu estou “pitosga”, ou a tal placa é “invisível”, ou (lembrando o saudoso Ribeirinho) alguém anda “a fazer poucochinho do Rufino”.